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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Capacidade de armazenamento da tag

Em relação a este parâmetro é também possível fazer uma distinção dentro das tags, devido a estas utilizarem geralmente 3 tipos de memória: memorias Rea d Only (RO); memorias Write Once Read Many (WORM) e memorias Read-Write (RW).


  • Tags com memórias Read Only (RO)
As tags RO apenas permitem a leitura dos dados contidos na sua memória. São programadas uma vez, normalmente quando são fabricadas. Sendo tags unicamente de leitura, a sua gravação é permanente, não sendo permitido qualquer actualização dos dados. Este tipo de tags é prático para pequenas aplicações comerciais ou para fins de localização com etiquetas standard, como, por exemplo, em lojas de roupas ou bibliotecas. No entanto, tornam-se impraticáveis para largos processos de manufactura ou para sistemas que necessitem de actualização de dados. A maioria das tags passivas possui este tipo de memória.

  • Tags com memórias Write Once Read Many (WORM)
As tags com este tipo de memória só poderiam ser programadas uma única no momento da sua utilização, no entanto é possível na prática reprograma-las algumas vezes, sendo este numero limitado e com o risco de se danificar permanentemente a sua memória inutilizando a tag definitivamente. A sua auto actualização, é impossível pois esta terá sempre que ser feita por um programador com material indicado para esse fim.

  • Tags com memórias Read-Write (RW)
Este tipo de tags RW são as mais versáteis, pois podem ser reprogramadas inúmeras vezes. As vantagens deste tipo de tags são imensas quando comparadas com as restantes, pois permitem, actualizações permanentes da informação contida na sua memória, elaboração de um histórico do percurso de um produto, monitorização em tempo real da temperatura ou outra variável física, entre muitas outras coisas. Uma tag RW tipicamente contém uma memória Flash ou FRAM. Este tipo de tags é o mais indicado para segurança de dados, monitorização de ambientes e processos que precisem de actualização de dados constantemente. Obviamente que estas tags são mais caras que todas os anteriores e, por esse motivo, ainda não são usados com grande regularidade.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

RFID versus Código de Barras

A grande dúvida, nos dias de hoje, passa por saber se o RFID acabará por ser a sentença de morte do já “velhinho” código de barras. As opiniões dividem-se, embora o maior peso recaia nas claras vantagens da tecnologia RFID. Entre as mais-valias existentes, destaca-se o facto de as etiquetas não terem de estar em linha de vista do leitor para serem lidas, podendo ser lidas em conjunto de forma praticamente simultânea. Importa ainda ter em conta que estas mesmas etiquetas podem transportar mais dados, que a leitura pode ser completamente automática e sem a intervenção de um operador, que a fiabilidade dos dados é muito elevada e que existe a possibilidade de se identificarem itens individuais, ao contrário do código de barras, em que apenas são identificadas classes de objectos.

Código de Barras:
  • A leitura requer contacto directo.
  • Só contêm um código.
  • Leituras sequenciais, com intervenção humana.
  • Mesmo código para todos os produtos do mesmo tipo.
  • Em alguns casos, identificam caixas individualmente.
  • Degradam-se facilmente.

Tags RFID:
  • Leitura sem linha de vista.
  • Identifica cada produto de forma individual.
  • Leituras múltiplas e simultâneas de forma automática.
  • Têm um código único, fixo de fábrica ou escrito à distância.
  • Podem conter informação sobre o produto.
  • Resistentes à humidade e temperatura

sábado, 19 de setembro de 2009

Funcionamento de um sistema RFID

O funcionamento da tecnologia RFID consiste num sistema como um todo, e não num produto isolado. Este sistema utiliza espectros electromagnéticos para transmitir informações. A RFID também pode ser definida como uma tecnologia de identificação que utiliza a radiofrequência para a troca de dados, permitindo realizar remotamente o armazenamento e recuperação de informações utilizando um dispositivo chamado de transponder, um pequeno objecto que poderá ser fixado a ou integrado num produto, bem ou inclusive num ser vivo. É uma tecnologia que utiliza ondas electromagnéticas (sinais de rádio) para transmitir dados armazenados num microchip. Este dispositivo (microchip) está associado a um dos componentes básicos dos sistemas RFID e é designado de e-tag, RFID tag, transponder, etiqueta electrónica, etiqueta inteligente, ou então simplesmente de tag.Os sistemas de RFID que se encontram actualmente no mercado têm uma arquitectura bastante simples, e que se baseia em três componentes básicos:

  • Tag (transponder) - é um componente essencial para qualquer sistema RFID. Está associado ao recurso que se pretende identificar. Contém chips de silício e antenas que lhe permitem responder aos sinais de rádio enviados por uma base transmissora.


  • Sistema de Leitura (Reader e Antena): -Leitor/Reader - componente obrigatório. Responsável pela leitura da informação enviada pelo Tag. - Antena do leitor - facultativo. Muitos dos leitores não possui uma antena incorporada, actualmente leitores mais recentes já possuem antenas incorporadas, o que incrementa o raio de acção destes.


  • Servidor e Software (middleware) - teoricamente qualquer sistema RFID pode operar sem estes componentes no entanto, este torna-se praticamente inútil.

Introdução à tecnologia RFID

A identificação por radiofrequência, mais conhecida pelas siglas RFID (Radio Frequency Identification), é um método de identificação automática através de sinais de rádio. É uma tecnologia que se encontra em grande crescimento fruto das imensas aplicações que têm vindo a surgir e principalmente das muitas que ainda despontarão. Apesar de só recentemente ter vindo a ser amplamente explorada, a tecnologia propriamente dita, já tem mais de 60 anos de existência. Uma das aplicações conhecidas, foi durante a II Guerra Mundial, em que se utilizou uma tecnologia semelhante que permitia identificar os aviões que pertenciam às forças Aliadas. Esta tecnologia foi denominada por IFF (Identification Friend or Foe).



Numa primeira fase, o grande desenvolvimento do RFID deveu-se ao enorme potencial encontrado para efeitos de rastreio de bens e mercadorias, mas a sua aplicabilidade é tão variada tanto ao nível do tipo de serviço que serve, como no negócio que pretende aperfeiçoar. Desde a optimização dos processos de logística, à automatização da cadeia de fornecimento, passando por medidas de protecção contra a contrafacção. Consensualmente é tida como uma das tecnologias de referência para o futuro, pois não existe um limite relativamente ao que poderá alcançar.
A RFID, assim como o código de barras, fitas magnéticas, reconhecimento de voz e outras tecnologias de identificação automática, é uma tecnologia de aquisição de informação. RFID consiste num sistema em que se transmite um sinal de rádio frequência (RF) para um transponder específico, que responde com outra mensagem rádio. O objectivo de qualquer sistema de RFID é transportar dados em transponders apropriados, normalmente chamados de tags, e receber dados, por meios de leitura automática numa altura e num local apropriados, para cada aplicação. Este sistema requer, além das tags, um meio de ler ou interrogar as tags, um meio de transmitir os dados para um computador anfitrião ou um sistema de gestão de informação que também inclui uma forma de programar os dados nas tags.
Um sistema RFID é composto basicamente pelos seguintes componentes: transponder (tag); Sistema de Leitura (Reader e Antena); Computador. Este pode ser definido pela faixa de frequência em que opera: Sistema de Baixa frequência (30 a 500 KHz) e sistema de Alta frequência (850 a 950 MHz e 2,4 a 2,5 GHz). Em relação aos transponders (tags), podem ser passivos, semi-passivos ou activos dependendo dos fins a que se destinam e da informação a ser transportada.